quinta-feira, 24 de março de 2011

O dia seguinte.

Há cerca de um ano atrás escrevi este texto. Foi por essa altura, que deixei de acreditar de vez nos actuais responsáveis políticos. PS e PSD, tiveram tempo e oportunidades suficientes, para "dignificar a estadia" das milhares de crianças que passaram e continuam a passar pelo hospital referido no texto. Estádios, TGV, auto-estradas, aeroportos, foram sempre as prioridades. Desbaratou-se o capital que podia ter sido investido na melhoria das condições de vida das populações e ficamos agora apenas com uma tremenda dívida soberana a ser suportada, quiçá pelas crianças a quem o Estado tão maltratou.


Preocupa-me a previsível escalada dos juros da dívida soberana. Mais ainda, as dificuldades que o tecido empresarial português, encontrará para se financiar. Não é dificil prever um agravamento da recessão e o encerramento em catadupa de empresas. Preocupa-me ver uma parte do país extasiado, pela "tragédia" com que nos deparamos. Preocupo-me quando penso, que não será desta que aprendemos com os nossos erros, voltando a votar massivamente em PS/PSD. Preocupo-me quando é uma personagem de carácter dúbio, Paulo Portas, quem melhor preparado se apresenta para liderar a nação. Tem o seu quê de trágico, não tem? 

Penso pela primeira vez em faltar a um acto eleitoral. Irresponsabilidade minha alimentada pelo facto de movimentos de cidadãos não poderem concorrer a eleições legislativas. Não seria óptimo vermos um prestigiado e independente Luís Campos e Cunha a poder concorrer ao cargo de PM? Os partidos bloqueiam essa alternativa. Há que proteger o habitual "banquete". Círculos uninominais? Nem pensar caraças! Movimentos regionalistas, como o "Norte Sim"? É melhor não, que pode dar confusão. É trágico, que o futuro próximo do país se decida brevemente entre um quase engenheiro e um economista de meia tigela! Enfim, é o país sem rumo.

2 comentários:

  1. Em relação às eleições não falto porque podem pensar que é por não ter opinião, mas voto em branco como nas últimas. Para votar em favor do Cavaco ou Portas só sendo ameaçada de morte. E o Portas não tem nada de dúbio, é a personagem mais frontal que conheço. Quando esteve na Universidade Moderna deu um desfalque, quando foi ministro da defesa comprou submarinos e em eleições gosta de mercados, peixeiras e prometer proteger os reformados. Para mim ele é transparente.

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  2. É uma vergonha...
    Em Évora existe um call-center que explora os jovens alentejanos, com contratos precários... há muitos anos... usando-se o sistema de rescindir com uma empresa e fazer contrato com outra.
    Trabalhamos com todos os sistemas informáticos do grupo caixa seguros, Império Bonança, Fidelidade Mundial e Multicare, mas não temos o direito a receber um preço mais justo pelo nosso trabalho, tal como os funcionários das Companhias?
    Quando contactamos os clientes das Companhias é como se fossemos funcionários destas Companhias, mas para recebermos ordenado já não nos identificamos como tal.
    Limitamo-nos a receber entre € 400,00 a € 500,00 e somos tratados como máquinas, pior ainda… pois quando os computadores não funcionam, não existe remédio… quando estamos a precisar de ir à casa de banho, já temos tempos estipulados e a correr depressa.
    O Call-center já funciona há muitos anos, muitas empresas passaram muitos “escravos” ficaram…
    Agora que mudaram a gestão do Call Center, para uma empresa de escravatura dos tempos modernos, denominada Redware, do grupo Reditus, decidiram inaugurar… vejam lá… inaugurar o Call Center, que devia-se chamar Senzala.
    Este grande acontecimento vai acontecer amanhã, dia 25 de Março, e vai ter direito à visita do Secretário de estado para a inovação Carlos Zorrinho, do Presidente da Câmara de Évora José Ernesto Ildefonso Leão de Oliveira, do Presidente da Caixa Geral de Depósitos Fernando Faria de Oliveira, do Presidente das Companhias de Seguros do Grupo Caixa Seguros Jorge Magalhães Correia e as suas comitivas.
    E pergunto-me vão inaugurar o quê, mais uma fase da exploração de pessoas, que têm que se sujeitar às condições destes empregos porque não existe mais nada?
    Mas não somos pessoas?
    Não devíamos ter direito a usufruir de condições mais justas pelo nosso trabalho, para termos direito a viver?
    Até quando é que o nosso Pai, a nossa Mãe, o nosso Tio, a nossa Tia,… poderão ajudar-nos?
    Mas depois é ver a publicidade destas empresas, em que parecem todos bons rapazes e muito solidários, eis um exemplo http://www.gentecomideias.com.pt/gentecomideias/Pages/MensagemdoPresidente.aspx
    Sr. Presidente da Câmara, tenha vergonha em pactuar com esta forma de escravatura… ponha a mão na sua consciência, isto se ainda a tiver…

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