quarta-feira, 6 de abril de 2011

O culto da mediocridade.

Por Portugal joga-se por estes dias, um estranho e incompreensível jogo de tabuleiro. Os políticos esgrimem argumentos inócuos na desesperada tentativa de abocanhar "o pote". O país a um passo da bancarrota, mas não se vislumbra um único momento de lucidez por parte de todos os intervenientes. Poucos são os patriotas. Muitos mais são os ratos. Estamos em xeque, o Rei vai nu, protegido apenas pelos bispos, abandonado já pela rainha, contando ainda com subserviência de alguns peões, mas, destruídas que foram as torres, resta-lhe a humilhação suprema do xeque-mate. Esse está próximo. Questão de dias ou semanas, já não vou tão longe ao ponto de dizer meses. A salvação do país, está nos homens de confiança do Presidente, o supremo. Os mesmos homens de confiança, que custaram 2% do PIB. São fofos e percebem da coisa, apenas porque têm muitos cabelos brancos e uns "papos" muito "soaristas". Velhice igual a sabedoria? Não em Portugal. 

O país fofo, continua a esgotar destinos de férias. Há crise? Claro que há, mas só na minha freguesia. A Sul nada de novo. Desemprego na capital? Pouco se faz favor. Cria-se um instituto, uma fundação, ou simplesmente pede-se ao Costa, ao Ministro ou até ao Sousa, um lugarzito. O país fofo que anda a duas velocidades, merece pois o pântano. Greves na Metro? Sim. Na Carris? É já a seguir! Refer? Amanhã vai estar sol parece um bom dia para ir reivindicar privilégios. Alguém sabe quanto ganha esta gente? Conviria saber. Não é tão pouco assim.

Mas vá, as escolas agora estão em paz. Promova-se a incompetência. Aliás deixem em paz os funcionários públicos e todos os demais que trabalhem sob alçada do Estado, eles são os melhores e não trabalham à sexta à tarde, ai se trabalhassem! No país fofo cultiva-se a ideia de que não precisamos de ser bons, afinal se  os outros são muito fracos, basta-nos ser apenas fraco. É o defeito do senhor Pinto de Sousa, ele não precisa de ser bom, afinal a alternativa apresenta-se como sendo bem mais medíocre.

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