sábado, 4 de junho de 2011

5 de Junho.

Ontem comentava com um conhecido que "nunca me senti tão desmotivado para votar". Essa desmotivação advém das personagens que nos preparamos para eleger, mas não só. Ela advém também de ter constatado nesta campanha eleitoral a pouca seriedade intelectual que denoto nos portugueses, mesmo naqueles que se acham muito ricos do ponto de vista intelectual, quando na realidade são tão ou mais pobres que o simples senhor Joaquim, servente da obra ali ao lado. Nem mesmo com o recurso a um léxico invulgar, se esconde a pobreza suprema: a prisão ideológica a que muitos se votam.


A intolerância que noto na opinião pública, na imprensa e na blogoesfera, é sintomática da falta de liberdade critica da maioria dos portugueses. É por não me rever nessa falta de liberdade critica, que me vou mantendo à margem de organizações partidárias. Nenhuma está preparada para acolher no seu seio, quem se recusa a acatar ideias preconcebidas. Quem se recusa a não criticar todas as formas de nepotismo e corrupção, sejam estas de cor rosa ou laranja. 

Seja rosa, seja laranja, não faltam pelo país maus exemplos de governação. Exemplos de favorecimento às empresas e maus exemplos de endividamento. Os que tão bem criticam Sócrates pelo excessivo endividamento externo, são em alguns casos responsáveis por situações de falência técnica das suas próprias Câmaras. Os que tão bem criticam Sócrates e o PS, pelo favorecimento a certas empresas, são depois os que consentem que a nível local, as adjudicações sejam realizadas de forma pouco transparente. 

Portugal deveria desta vez eleger alguém sério, competente e trabalhador. Ao invés irá optar por mais uma criatura (mal) formada na mediocridade dos bastidores das organizações partidárias. Será apenas por um descargo de consciência que amanhã irei depositar o meu voto na urna, porque o resultado esse é claro: a um asno irá suceder um burro. A um incompetente sucederá, outro incompetente.  

4 comentários:

  1. O mais provável é que a um asno suceda um par de burros.
    Dos burros, um é jotinha, o outro é uma personagens cristalina que onde "mete a pata" faz asneira!
    É o que temos, mas lá estarei tal como tu para exercer o meu direito!

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  2. A minha única motivação nesta eleição era mesmo deitar abaixo o Sócrates. É verdade que, no estado em que as coisas estão, esta não é uma motivação legítima nem é munida de qualquer convicção... é a motivação possível.

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  3. Renato, segundo consta foste visto a votar de camisinha e casaco de malha com um cartão de militante do CDS na carteira!

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  4. Ó João por incrível que pareça (como tu muito bem sabes) essa também foi a minha motivação. Aliás eu ainda acho inconcebível que se permita que quem leve o país a uma clara perda de soberania, possa depois voltar a candidatar-se.

    Cláudio, de calção e havaiana, porque a tarde esteve óptima para a praia:). Ahh votei no CDS, porque tenho um amigo que me vai oferecer umas canetas do CDS e olha que elas escrevem lindamente!

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