Depois das viagens em económicas, já só nos faltava o ministério sem gravatas. Bem, a culpa não é da Assunção. Poderiam ter optado por gente com formação e experiência na área do ordenamento territorial ou com experiência na área da agricultura, mas, optaram por alguém que toda a sua vida esteve ligada à área do Direito. Claro que não se pode estranhar depois que a primeira "grande medida" anunciada pela Assunção seja uma alteração em dois graus da temperatura dos aparelhos de ar condicionado do seu ministério. Poderia ter anunciado a criação de um banco de terras, a intenção de batalhar por um aumento das nossas quotas de produção agrícola, mas enfim.
Esta história das gravatas, é uma espécie de imagem de marca do novo Governo, vindo no seguimento de outras como: as viagens em económica; a suspensão do encerramento das escolas (que afinal parece que vão mesmo encerrar); do Álvaro; da propalada redução de gastos do executivo (embora a orgânica se tenha mantido praticamente inalterada) etc, etc. Um enorme show-off, para demonstrar poupanças residuais.
Este esforço de passar, por um lado a imagem de que "o exemplo vem de cima", por outro, de que os cortes abrangem tudo e todos, não encontra depois paralelo nas acções, digamos "mais a sério", do Governo. Por exemplo:
- Poderiam ter anunciado cortes nas reformas dos barões da nossa democracia, mas, ao invés optaram por criar um imposto adicional que retirará ainda maior poder de compra aos quinhentos euristas.
- Poderiam aproveitar para subir o IRC pago pela banca para os valores das demais empresas, mas ao invés, preferem isentar estes do pagamento do imposto extra;
- Poderiam ter batalhado pelo fim das Golden Share, mas pelo contrário, aceleraram o processo que facilitará a venda das nossas principais empresas a capital estrangeiro, a preço de saldo!
- Não sei se repararam, mas esta gente prepara-se para vender a empresa Águas de Portugal! Não estamos a falar de energia, de telecomunicações ou de empresas de transportes, estamos a falar de um bem essencial à vida!
- etc, etc, etc,.
Enfim, triste país, que continua sem rumo.
Já te tinha dito isso num comentário...a tia Assunção até pode ser uma brilhante advogada (não sei se é) mas é ignorante no que toca a agricultura, pescas...
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