Confesso-me perplexo e chocado com a dimensão do atentado terrorista ocorrido em solo norueguês, assim como com a celeridade com que a imprensa se apressou a procurar culpabilizar o Mundo Árabe. Para "tristeza" do Nuno Rogeiro desta vez não foi um Al-Zarqawi a premir o gatilho, mas sim, um sempre insuspeito loiro, alto e de olhos azuis.
Anders Behring Breivik, é apenas e só, um produto de uma civilização ocidental, que sem se dar conta se foi tornando mais intolerante e xenófoba. Anders apenas materializou o pensamento de milhares de extremistas de direita espalhados por essa Europa. Extremistas, que aos poucos e com o total beneplácito das populações vão parasitando os respectivos parlamentos nacionais. Parlamentos, onde nem sequer a sua permanência deveria ser permitida.

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