domingo, 3 de julho de 2011

Vamos chorar com o menino.

Não, Passos Coelho não me desiludiu com o anúncio do imposto extraordinário sobre o subsidio de Natal. Nem creio que tenha desiludido ninguém, pois se para uns, o calamitoso estado das finanças públicas torna legitimo mais um saque ao bolso dos trabalhadores, para outros, onde eu me incluo, Passos Coelho é um embuste e uma aberração, a quem nem uns óculos na ponta do nariz conseguem transmitir um pouco mais de preparo intelectual. 




A dita "direita portuguesa" tem um estilo peculiar de fazer politica, não que o da dita "esquerda" seja melhor, pelo contrário. Parece-me que a merda é a mesma, só o cheiro é que difere um pouco. Mas vá, a "direita portuguesa" na oposição critica o aumento de impostos e promete choques fiscais. Berra a plenos pulmões que com eles o combate à gordura do Estado será sempre a prioridade número um. Mas, na primeira oportunidade, provam que a diferença entre esquerda e direita é ditada por uma barreira cada vez mais ténue. O aumento de impostos, baseado no legado deixado pela anterior governação é a desculpa mais ouvida, desde os anos de Durão. Nunca foi contudo, solução de nada. Pelo contrário, medidas como a já anunciada por Passos Coelho, a que se seguirá um (praticamente certo) aumento do IVA, limitam o poder de compra, retraindo assim o consumo e acima de tudo incentivam o crescimento da economia paralela. Ao invés de cortar nas reformas chorudas dos "barões de Portugal", opta-se sempre por retirar uns trocos a quem menos tem.  


Mas, o embuste Pedro Passos Coelho, não se fica por aqui. Contando com o beneplácito dos órgãos de comunicação social, que têm intoxicado a opinião pública de intenções populistas e meramente demagógicas, como a decisão de viajar em classe económica, conseguiu transmitir a ideia de que o actual executivo é muito mais pequeno que o anterior, composto por muitos independentes (porque não dizer simpatizantes sem cartão de militante?) e constituído numa lógica, em que o mérito se sobrepôs aos favores. Nada mais errado. Se é verdade que se reduziram ministérios, (o da cultura foi uma decisão execrável meramente populista) não é menos verdade que alguns cargos engraçados foram criados. Desses salta à vista, o cargo criado para satisfazer a gula de Feliciano Barreiras Duarte, companheiro de longa data do jotinha Primeiro Ministro. Feliciano Barreiras Duarte, será o Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares. Sim, é a primeira vez que o Ministro dos Assuntos Parlamentares, tem dois secretários de Estado por sua conta, na "árdua tarefa" de concertar o trabalho do executivo com o trabalho parlamentar. O que dizer também do Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Marco António Costa? Sim, escutando-se Marco António Costa durante cinco minutos e certamente que solidariedade e segurança social são as palavras que mais rapidamente nos ocorrem. Tal como escutando Passos Coelho falando de trabalho, certamente que mérito, talento e capacidade, são as palavra que mais nos ocorrem, se olharmos com atenção para a sua carreira profissional.

1 comentários:

  1. Amen! Acrescenta o nome de Assunção Cristas, advogada de profissão cujo currículo politico é dizer não ao aborto! Existe "idiotas" que estudam uma vida inteira para perceber de planeamento e ordenamento de território, agricultura ou pescas, mas num lugar importante coloca-se uma ignorante no tema!
    Marco António Costa tem o discurso de um "vigaro" (e dos fracos), é uma espécie de F.Assis do PSD!

    Uma resma de abutres que vão operar sob o olhar atento do abutre maior, Cavaco Silva!

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